Como ganhar dinheiro na internet como freelancer

Para ganhar dinheiro na internet como freelancer é necessário ter habilidade em alguma tarefa que possa ser feita inteiramente no computador, e apenas isso.

Hoje a maior parte da minha renda vem de serviços de desenvolvimento e manutenção de sites. Comecei nessa área por acaso, trabalhava com consultoria e um cliente precisava de um site, acabei me envolvendo no processo de criação e me interessando pelo assunto. Algum tempo depois meu irmão fez um curso de webdesigner e começou a fazer sites, na época para conseguir pegar mais serviços nós saíamos na rua de porta em porta oferecendo serviços de webdesigner para os negócios que haviam no bairro, e foi assim que começamos.

Claro que no começo trabalhamos muito e recebemos pouco, levou um bom tempo até aprendermos a trabalhar e também a nos relacionar com os clientes, mas depois de dominar o seu trabalho as coisas ficam bem mais fáceis.

Contratar freelancers é uma prática muito comum nessa área, é normal uma agência de marketing contratar uma produtora, que por sua vez contrata outra empresa, que contrata um freelancer para fazer determinadas tarefas ou até mesmo projetos inteiros. No meu caso o máximo que cheguei foi estar em 4º lugar na cadeia em distância do cliente final.

Existem muitas atividades que podem ser exercidas pelo freelancer, tais como:

  • Tratamento de Fotos
  • Layout de páginas
  • Design Gráfico
  • Desenvolvimento de logotipo
  • Programação
  • Redação
  • Edição de arquivos Office (Word, Excel, Power Point, etc)

E esses são apenas exemplos, o universo é muito maior que isso.

Como começar a trabalhar como freelancer

Primeiro você precisa saber quais são as atividades que está apto a exercer. Não adianta pegar um serviço que não consegue dar conta, a reputação é fundamental nesse negócio, pois boa parte dos clientes vem por indicações.

O que muita gente me fala é que não tem nenhuma habilidade com computador que possa oferecer. Neste caso o caminho é aprender, eu nunca fiz curso presencial de Photoshop por exemplo, aprendi tudo que sei em tutoriais do Youtube e cursos online, e consigo oferecer meus serviços somente com esse conhecimento.

Fora tratamento de fotos, que exige conhecimento técnico de software, existe muita demanda para produção de conteúdo para blog e redes sociais, principalmente produção de textos. Nestes casos o que é importante é ter um conhecimento prévio do assunto, fazer uma boa pesquisa e ter uma boa redação, nada disso exige que você tenha diploma de curso superior, apenas vontade de estudar.

Portfólio

Definido o seu nicho, é hora de montar o seu portfólio. Como eu disse antes, as pessoas que contratam não tem interesse em saber como você aprendeu a fazer, ou que diplomas você tem, eles querem que você demonstre a capacidade de fazer o que você oferece.

Neste ponto ter um blog ajuda muito, publicar o seu portfólio na internet e nas redes sociais aumenta a sua visibilidade no mercado, além de ser um termômetro da qualidade do seu trabalho. Vamos supor que você trabalha com ilustração, publicar as suas ilustrações nas redes sociais ajudam você a saber que tipo de ilustração é mais bem aceita pelas pessoas, e se focar nisso.

Quando não temos nada para mostrar, um jeito bom de começar é fazer o seguinte exercício:

  • Escolha uma empresa para ser seu cliente.
  • Imagine que eles te contrataram para uma tarefa específica, redesenhar o logotipo, por exemplo.
  • Você pode fazer um artigo no blog e posts nas redes sociais mostrando a sua versão para o logotipo da marca.

Desse jeito você começa a trabalhar com projetos fictícios, mas que demonstram a sua capacidade, isso ajuda muito.

E é claro, conforme você for trabalhando, inclua no seu portfólio os seus melhores trabalhos.

Onde conseguir os primeiros trabalhos

Como eu disse antes, eu saí de porta em porta oferecendo meus serviços. Mas você não precisa fazer isso hoje, existem muitos sites especializados em intermediar a contratação de serviços, por exemplo o Workana e o Fiverr.

Um bom perfil no Linkedin e no Facebook também ajudam, participar de grupos também costuma render alguns serviços. O mais importante é continuar produzindo, mesmo que você não tenha serviços pagos, pois cada projeto que você faz torna você mais habilidoso e capacitado, e esse tempo que você ganha vai ajudar muito depois.

Quando comecei a fazer sites, eu levava em torno de 10 dias de trabalho corridos para ter a primeira versão online do site. Depois que fui me aperfeiçoando cheguei a 8 horas de trabalho para a primeira versão de testes. Mas isso só se consegue com o tempo e a prática, se eu ficasse esperando me contratarem para me desenvolver, na hora em que o serviço chegasse e não estaria tão pronto quanto poderia. Trabalhar de freelancer exige melhoria contínua, pois como vende horas, precisa otimizar ao máximo o próprio tempo.

Em nosso próximo texto vamos explorar a venda de fotos, imagens, músicas, programas e outras coisas que podem ser feitas por freelancers, o que é um ótimo jeito de otimizar o seu tempo, você pode produzir ilustrações e colocar a venda em bancos de imagens enquanto não fecha contratos por exemplo.

 

Quanto Cobrar?

Essa também é outra dúvida constante, o quanto cobrar pelo seu trabalho de freelancer. A realidade é que cada um cobra o quanto pensa que vale, e existe mercado para todas as faixas de preço.

Pessoalmente, eu estabeleci um valor fixo de hora técnica para meus trabalhos. Quando eu pego um serviço para orçar, eu avalio quantas horas eu vou levar para fazer aquele serviço, e com base nisso faço o meu preço. Coloco a parte todos os custos extras que o cliente pode ter, no meu caso custos com registro de domínio, hospedagem, licença de imagens e vídeos, templates, etc.

O valor da sua hora técnica é você quem determina, porém é importante ver no mercado quanto os outros freelancers da área estão cobrando, e também a qualidade dos serviços deles, comparados com os seus.

Existem vários níveis de qualidade, é importante você ser honesto com você mesmo nesta comparação, para saber se posicionar no mercado e não ter problemas futuros.

No meu caso eu comecei realmente cobrando barato, e com o passar dos anos fui subindo o meu preço para ficar em uma faixa de preço intermediária e ser conhecido por entregar um serviço de qualidade equivalente.

Você precisa decidir que tipo de profissional vai ser, aquele que cobra barato e entrega o básico, o intermediário, que balanceia o preço com a qualidade, ou o profissional de elite, que cobra muito bem pelos seus serviços, mas entrega também um trabalho de altíssima qualidade. Existe mercado para todos.

Veja também nosso outro artigo 10 ideias de negócio para ganhar dinheiro na internet trabalhando em casa

 

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